quarta-feira, 16 de julho de 2008

Um túnel no fim da Luz

Quão ignorantes conseguem ser os vermes.
Rastejam, rasteja em nome de sobrevivencia.
Gritam por seus valores, muitas vezes
Enfurecidos. Às vezes sem plena consciencia.
Do que realmente querem ou dizem.
São vermes inundados em pura terra,
Na terra de suas próprias mentes férteis,
Cujo dizem ser pela Luz regadas.

Luz, Luz ofuscante capaz de cegar
Quem tão nela concentra seus olhares.
Estes olhares podem os entolecer,
De tanto se afogarem na busca da arrogância
De alguns imutáveis e dogmáticos saberes.

"Sempre há uma luz no fim do túnel",
Mas nem toda Luz tem um túnel a qual pertença
E nem, este último, no qual seja perceptível
Que seu caminho leve a Verdade.

E este instinto dos vermes por túneis,
Sem se preocupar com a ofuscação da Luz,
Ou mesmo onde os carregará o caminho
Percorrido, sofrido, em que cada verme
É responsável e culpado por sua Vital Cruz.

Vermes, vermes.
Vermes, nós.
Vermes, vermes, nós.
Vermes, nós vermes.

Um comentário:

edu_mcgrady disse...

bem interessante o texto...

ao mesmo tempo q se mostra reflexivo, é tabm intrigante a forma como o autor deste conduz a linguagem de tal forma q nos leva a uma auto critica, sem ao menos notarmos qual seja o objetivo central do texto.

do mais...um abraço